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Em sessão tumultuada, Senado aprova texto principal da reforma trabalhista

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BRASÍLIA – Após uma sessão tumultuada, o plenário do Senado Federal aprovou, por 50 votos favoráveis e 26 contrários, o texto base da reforma trabalhista. O presidente da Casa, Eunício Oliveira, teve que reabrir a sessão sentado no canto da mesa diretora, fora da cadeira principal, após senadoras da oposição terem ocupado os lugares às 11 horas da manhã e se recusado a sair. Elas só deixaram o posto às 18h44, quando Eunício já havia aberto a votação do projeto de lei.

O plenário deve analisar ainda hoje emendas e destaques que pretendem alterar o texto. Se não for modificado, ele segue para sanção presidencial. Um acordo firmado entre senadores e o Palácio do Planalto prevê alguns vetos e mudanças por meio de medida provisória (MP) para que o projeto não tenha que voltar para a Câmara dos Deputados.

Eunício chegou a ameaçar reabrir a sessão em outras dependências do Senado e “tratorar” a votação para que conseguisse retirar as senadoras das cadeiras. O vice-presidente da Casa, Cássio Cunha Lima (PSDB/PB), chegou a recolher assinaturas para que a reunião ocorresse em outro local que não no plenário, mas isso não foi necessário.

O presidente, contudo, teve dificuldades mesmo após abrir a sessão. Ele teve que se sentar em uma cadeira de canto e utilizar um microfone sem fio porque a senadora Fátima Bezerra (PT/RN) ocupava o lugar principal. Mesmo assim, Eunício abriu a sessão e a votação. Os senadores da oposição protestaram com gritos e pediram a palavra para discutir e encaminhar os votos. O presidente foi irônico e disse que não poderia dar a palavra à oposição porque não estava em sua mesa para ter acesso aos microfones.

— As senhoras senadoras tomaram conta da mesa e eu não tenho como abrir o microfone. E eu não vou dar o meu. A senadora Fátima não me permite abrir o microfone para o senhor.

 Eunício disse que os encaminhamentos teriam que ser feitos “no grito”. Diante da situação, a senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) se colocou atrás do presidente e gritava em seu ouvido que ele precisava abrir o microfone da tribuna. Logo a cadeira da presidência foi liberada. Só então, o presidente permitiu que os líderes tivessem a palavra:

— Deus me deu esse sentimento da paciência porque todo democrata tem que ser paciente. Como eu disse, palavra eu cumpro, embora não estejam cumprindo comigo. Eu vou dar o encaminhamento de líderes e no destaques eu vou dar encaminhamento aos inscritos.

O Globo

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